Como Trabalhamos

O Reconstruir traça um plano de auxílio familiar temporário, atividades sócio-educativas, apoio nutricional e medicamentoso durante a internação e após a alta hospitalar da criança ou do adolescente assistido pelo Hospital Estadual Albert Schweitzer. O objetivo do programa é que cada família atendida possa, ao longo do período de auxílio, criar as condições necessárias para se auto-sustentar. Dessa forma, o Reconstruir almeja a recuperação de crianças e adolescente carentes e o rompimento do ciclo vicioso de: “Miséria – Doença – Internação – Reinternação –Morte”

O procedimento do programa subdivide-se em 5 etapas:

  • 1ª Etapa – A criança é primeiramente avaliada pela equipe do hospital. Constatando-se os critérios patológicos da criança e a carência sócio-econômica da família é feito um encaminhamento para o Reconstruir.


  • 2ª EtapaDiagnóstico: A partir da triagem do hospital, o Serviço Social realiza uma entrevista com as famílias, elaborando um parecer sobre as mesmas, e formulando um diagnóstico das suas necessidades.

  • 3ª Etapa - Visita Domiciliar: Esta etapa verifica a realidade sócio-familiar, econômica e possíveis problemáticas que a família enfrenta em sua comunidade

  • 4ª Etapa - Elaboração do Plano de Atendimento Familiar (PAF) – A partir das informações coletadas nas etapas anteriores, é elaborado o Plano de Atendimento Familiar ( PAF ) que visa atender as demandas das famílias, indicando as ações necessárias ( individuais e coletivas ) a serem encaminhadas ao poder público e a rede de serviços do município.

  • 5ª Etapa - Execução: Compreende a execução do PAF

  • 6ª Etapa - Encerramento: O encerramento ocorre no final do prazo de 2 anos, ou por abandono ou desligamento do programa obedecendo aos devidos critérios:

    Final do Programa: Ocorre por avaliação da equipe que atende a família for constatada sua auto-sustentabilidade e a recuperação da criança. Se, no parecer técnico, um dos profissionais achar que não é o momento para o encerramento do programa, o atendimento é prolongado

  • Desligamento : Ocorre quando:
  • Fica constatado que a família não possui adesão aos objetivos do programa;
  • Que a família possui atitudes inconvenientes, abusivas ou ilícitas;

  • Abandono: Ocorre quando a família não comparece aos encontros mensais e quando a equipe constata o não interesse de participação após visita domiciliar.

    Em todos os casos, são preenchidos os formulários de recomendações de encerramento, assim como, relatórios de andamento e/ou avaliação da família.



  • Acompanhe um caso

    Em andamento desde o início do programa o atendimento da primeira família vem sendo uma experiência de troca entre os voluntários que participam do Reconstruir. A família é composta por 4 crianças e 2 adultos e foi por causa da doença do mais velho, K, de 9 anos, soro positivo, portador de tuberculose pulmonar e desnutrição, que tiveram indicação para integrar o Programa.

    A mãe e o padrasto também são soro positivos e foram encaminhados ao programa de planejamento familiar do hospital que conta ainda, com um setor de apoio a mães portadoras de HIV, no qual C., de 25 anos foi inserida na última gestação.

    Desde a inclusão, a família recebe cesta básica mensal, atendimento psicológico e social, participam de atividades educativas e ainda foi beneficiada com material para construção de um banheiro, que dará melhores condições de vida.

    O próprio chefe da família construiu o banheiro supervisionado pela arquiteta Lygia Galvão do setor de habitação do Reconstruir. O material foi doado por comerciantes locais principalmente pela empresa Forsan.

    O assistente social Henrique Mendes faz visitas regulares à família que no momento não tem renda fixa devido o desemprego do pai.